
Quando uma pessoa resolve adotar um animal, normalmente, busca um amigo fiel para dar e receber carinho, cuidado e atenção, não é mesmo? Por isso, e visando compartilhar o máximo de tempo possível, muitos donos acabam tomando a decisão de dormir com seus pets.
Porém, embora esta atitude seja considerada um ato de amor, já que assim o animalzinho fica protegido e confortável, há quem se posicione contra, afirmando até mesmo que isso pode ser prejudicial para a saúde do tutor.
Mas afinal de contas, animal de estimação na cama pode fazer mal?
Infelizmente, sim. O principal problema que pode ser apresentado ao dormir com o pet é que ele passe alguma doença. As chamadas zoonoses são, resumidamente, enfermidades que podem ser transmitidas dos animais aos seres humanos e incluem problemas como verminoses, bactérias, raiva, leishmaniose etc.
Existem ainda aquelas pessoas que possuem imunidade baixa – como pacientes com câncer, AIDS e lúpus – ou alergias, nesses casos a atenção e os cuidados devem ser redobrados. Na dúvida, a melhor opção é buscar o auxílio de um médico.
Outro problema, embora menos grave, diz respeito às pessoas que sofrem com insônia, ou mesmo problemas para pegar no sono. A constante preocupação com o bem-estar do animal e a falta de espaço para podem ser um problema para esses indivíduos.
Malefícios nos animais
O hábito também pode causar malefícios nos animais. Podendo criar uma dependência emocional excessiva, especialmente quando só há um pet na casa. Ao longo prazo, isso pode contribuir para o desenvolvimento de uma depressão.
Conselhos para quem quer dormir com o pet
Mesmo com todas as questões apresentadas, há pessoas que não querem abrir mão da proximidade com o animal de estimação, na hora de dormir. Afinal de contas, depois que o costume é criado, tanto para o pet quanto para o dono, não é fácil mudar a rotina. Nesses casos, alguns cuidados podem ser tomados para evitar problemas.
Banhos regulares
Cama não combina com sujeira, não é mesmo? Por isso, é importante que o pet seja banhado com certa regularidade para manter a higiene no ambiente, evitando o mau mal cheiro e a proliferação de bactérias.
No caso dos gatos, que não necessitam de tantos banhos, ou mesmo os cães, durante o tempo frio, é possível utilizar produtos que higienizam a seco. A escovação é outra boa opção, eliminando a sujeira e os pelos em excesso.
Vermifugação
A vermifugação se faz importante não apenas para evitar doenças transmitidas aos homens por cães e gatos, mas, também, para cuidar da saúde do pet. Por isso, é essencial consultar um médico veterinário para estabelecer a periodicidade das vermifugações. No mercado, há produtos que agem tanto contra vermes, quanto contra as pulgas.
Vacinação em dia
A vacinação correta do animal é a melhor maneira de prevenir doenças sérias, como a raiva. O tutor deve levar o pet para tomar todas as vacinas estabelecidas pelo veterinário, além de ficar atento aos reforços – normalmente, são feitos de forma anual.
Consulte o veterinário de forma periódica
Mesmo para animais saudáveis, Check-ups regulares são recomendados anualmente. No caso de filhotes ou idosos, a frequência passa a ser semestral. Mais uma vez, a realização de exames básicos é importante para a saúde do tutor e do amiguinho peludo.
Imponha limites
Mesmo com todos esses cuidados, é essencial estabelecer limites ao bichinho, estipulando horários ou situações em que ele pode subir na cama. Caso contrário, o pet achará que tem carta branca para subir quando bem entender, como sujo após brincadeiras ao ar livre, no caso dos cães, ou com alguma caça na boca, no caso dos gatos.
Ou seja, dormir com o bichinho de estimação na cama não precisa ser um problema. Basta tomar os cuidados necessários para garantir a segurança de todos.
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