
Nos Estados Unidos, 9 entre 10 donos consideram o cão como parte da família. Por aqui não é diferente: o brasileiro vive a humanização dos pets, criando um relacionamento cada vez mais próximo e rico com seus cachorros, gatos, peixes e animais exóticos. Saiba o que mudou nas relações entre animais domésticos e seus donos e veja se você já adotou esse novo jeito de viver.
Até a bem pouco tempo atrás, ter um bichinho significava regras bem claras, como: pessoas do lado de dentro e animais do lado de fora da casa. Além disso, muitas vezes, o único motivo de cohabitar com um cachorro ou felino era puramente funcional, usando as habilidades de caça dos animais. Hoje, a afeição pelos pets aumentou tanto que essas normas caíram e dono e criatura estão mais para “pai /mãe” e “filhos”. Com essa nova forma de relação, em que o amor e carinho são amplamente permitidos – e até, exigidos -, uma realidade diferente está surgindo.
Nos EUA, 56% dos donos de cães permitem que seus eles durmam na cama “das pessoas”, 36% presenteiam seus animais na data de aniversário e 27% tiram fotos de família com o membro canino. Além disso, é comum que serviços antes apenas para humanos, hoje também sejam oferecidos para os bichinhos, como medicina especializada, psicólogos focados nos animais, plano de saúde, spa, hotel, além de adornos e acessórios antes só usados por pessoas.
A administradora Cláudia Lauria, de 31 anos, entrevistada pela jornalista Zulmira Furbino, afima sobre sua poodle Aretha: “Ela é o meu bebê, a minha filha. Converso com Aretha como se ela fosse criança, ela fica no colo, tem no mínimo cinco vestidinhos, além de capa de chuva, colar, bota, sapato, chapéu, perfumes e uma coleção de laços”, explica. Essa nova rotina, de agregar o pet à formação familiar pode trazer benefícios a saúde do dono, como redução de estresse e risco de depressão, melhor pressão arterial e prevenção de doenças cardíacas, reduzindo os gastos com saúde. Veja outros benefícios de ser ter um pet em casa.
Porém, com um relacionamento tão estreito é preciso ficar de olho para que a afeição não vire um problema. Segundo antropólogo Jean Segata, a depressão, uma das consequências dos exageros na humanização dos animais de estimação, já é tão presente na vida canina que muitos cães chegam a ser medicados com antidepressivos, como a fluoxetina. Além do animalzinho, é preciso ter cuidado com os excessos em família. A psicóloga Adriana Motta ressalta que é preciso estipular limites para os bichos: “O exagero é quando você deixa de participar da vida social por causa do animal”.
Assim, de maneira saudável, é possível adotar um pet como membro da família, gerando benefícios para todo mundo nesta relação. E na sua casa, como é o relacionamento entre animais e humanos? Conta para gente 😉